Atividade de Escrita Criativa com os alunos do 1º ano do ensino médio.
Texto inspirador: Me gritaram Negra
CETEP Piemonte da Diamantina II
Olha só o resultado ,minha gente!
Gritaram-me negra, eu chorei,
Na infância a dor me calei.
Meu cabelo, minha cor,
Rejeitei, sentindo o horror.
Mas o tempo trouxe a luz,
Minha força, minha cruz.
"Negra sou!", gritei por fim,
Aceitando tudo em mim.
Minha pele é minha história,
Carregada de memória.
Não há dor que me detenha,
Minha negritude é a senha.
E ao som do tambor ecoou,
"Negra sou, negra sou!"
Com orgulho vou lutar,
Minha essência celebrar.
Felipe Sena ,Luiz Oliveira e Regianne Dias
1• Agroe vesp
O Poder Uma Jornada de Superação
Eu tinha apenas sete anos quando ouvi pela primeira vez a palavra que mudaria minha vida: "negra". Não eram sete anos, na verdade. Era apenas uma criança inocente, sem entender o peso que aquela palavra carregava."Negra! Negra! Negral!" As vozes na rua ecoavam em minha mente, fazendo-me questionar minha identidade. "E sou negra?" Sim! "E o que é ser negra?" A resposta veio na forma de olhares e comentários que me fizeram sentir inferior.
Aquele momento marcou o início de uma jornada de autoquestionamento. Eu me senti negra como eles diziam. Retrocedi como eles queriam. Odiel meu cabelo crespo e meus lábios grossos. Olhei com tristeza minha pele escura. Retrocedi, retrocedi, até quase cair.Mas algo dentro de mim mudou. Eu entendi que a palavra "negra" não definia minha beleza ou meu valor. Comecei a me levantar, a reivindicar minha identidade negra com orgulho."Sim, sou negra! Sou negra e sou linda!" A repetição da palavra "negra" se transformou em um mantra de empoderamento. Eu não queria mais alisar meu cabelo ou disfarçar minha pele. Queria rir daqueles que tentavam me fazer sentir inferior.
"Negro é lindo! Negro é ritmo! Negro é vida!" Descobri que minha cor não era um defeito, mas uma característica que me tornava única.Agora, eu avanço segura, com a cabeça erguida. Agradeço aos céus pela minha pele preta e pela minha identidade. Já tenho a chave! A chave para entender que ser negra é ser linda, é ser forte, é ser resiliente.
NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRO
Negra soul, sim! Sou negra e sou linda!
1 ADM (A) vespertino Maria Clara Portugal ,Luna e Gabriela
Luana tinha apenas sete anos, embora às vezes acreditasse que não tinha nem cinco. Em uma tarde ensolarada, enquanto brincava na rua com suas amigas, vozes estrondosas ecoaram ao seu redor. "Negra! Negra! Negra!", gritaram, e, por um momento, o mundo ao seu redor parou.Ela parou, confusa, e a pergunta ressoou em sua mente: "E sou negra?" A resposta veio como um sussurro, mas um sussurro forte: "Sim!" E assim, com uma mistura de inocência e dor, Luana começou a explorar o significado daquela palavra. "E o que é ser negra?", questionou a si mesma, sem saber que a resposta continha verdades profundas.
Aquelas vozes, que pareciam tão distantes de sua essência a fizeram sentir-se estranha. "Negra!" Elas repetiam como um mantra que a aprisionava. Olhou para seu cabelo crespo e seus lábios grossos e a tristeza se misturou ao seu ser. "Negra", pensou, enquanto retrocedia, como se tentasse se esconder da própria identidade.Com o passar dos dias, Luana se sentiu carregando o peso daquela palavra em suas costas, como se fosse uma mochila cheia de pedras. A palavra "negra" pesava, e ela buscava formas de se livrar desse fardo. Alisou o cabelo, passou pó no rosto, tentando se encaixar em um padrão que não era o seu. Mas, por dentro, a mesma palavra a consumia: "Negra! Negra! Negra!"
Um dia, enquanto caminhava sozinha, sentiu que estava retrocedendo tanto que quase caiu. Era como se estivesse em um labirinto de dúvidas e inseguranças. Mas, naquele momento de fragilidade, algo dentro dela se acendeu. "Negra! Sim, sou negra!" A afirmação ecoou com força. "Negra! Negra! Negra! Sou negra, e isso é meu! Ela decidiu que não queria mais se esconder. "Alisar meu cabelo? Não quero!" exclamou. E, pela primeira vez, riu daquelas vozes que tentavam disfarçar suas dores, chamando-a de "gente de cor". "E que cor!", pensou, sentindo o ritmo pulsante de sua identidade. "Negra!" E que lindo soa!
Com um novo fervor, Luana começou a dançar, deixando a música da sua alma ecoar. "NEGRONEGRONEGRO!" Ela gritava, celebrando cada parte de si mesma. "NEGRONEGRONEGRO!" A cidade se encheu de sua alegria e as vozes que antes a magoavam agora se tornaram parte da sua sinfonia de força.
Por fim, Luana compreendeu o verdadeiro poder daquela palavra. A aceitação de sua identidade a libertou. "Avanço segura", pensou, enquanto caminhava com confiança, sua alma vibrante irradiando amor. "Agradeço aos Céus pela minha pele preta e por todas as histórias que me moldaram."
E assim, Luana tornou-se um símbolo de resiliência, inspirando outros a abraçarem suas verdades. "Negra sou!" proclamava, e o mundo inteiro dançava ao seu redor, celebrando a beleza da diversidade. Porque, afinal, ser negra era sinônimo de força, amor e uma canção que nunca deixaria de tocar no coração de quem a escutasse.
Alunos:Jennifer Maria Eduarda e Kevin
