segunda-feira, 18 de novembro de 2024

 





Atividade de  Escrita Criativa com os alunos do 1º ano do ensino médio.

Texto inspirador:  Me gritaram Negra 

CETEP Piemonte da Diamantina II

Olha só o resultado ,minha gente!


Gritaram-me negra, eu chorei,

Na infância a dor me calei.

Meu cabelo, minha cor,

Rejeitei, sentindo o horror.


Mas o tempo trouxe a luz,

Minha força, minha cruz.

"Negra sou!", gritei por fim,

Aceitando tudo em mim.


Minha pele é minha história,

Carregada de memória.

Não há dor que me detenha,

Minha negritude é a senha.


E ao som do tambor ecoou,

"Negra sou, negra sou!"

Com orgulho vou lutar,

Minha essência celebrar.

 Felipe Sena ,Luiz Oliveira  e Regianne Dias 

1• Agroe vesp



 O Poder Uma Jornada de Superação


Eu tinha apenas sete anos quando ouvi pela primeira vez a palavra que mudaria minha vida: "negra". Não eram sete anos, na verdade. Era apenas uma criança inocente, sem entender o peso que aquela palavra carregava."Negra! Negra! Negral!" As vozes na rua ecoavam em minha mente, fazendo-me questionar minha identidade. "E sou negra?" Sim! "E o que é ser negra?" A resposta veio na forma de olhares e comentários que me fizeram sentir inferior.


Aquele momento marcou o início de uma jornada de autoquestionamento. Eu me senti negra como eles diziam. Retrocedi como eles queriam. Odiel meu cabelo crespo e meus lábios grossos. Olhei com tristeza minha pele escura. Retrocedi, retrocedi, até quase cair.Mas algo dentro de mim mudou. Eu entendi que a palavra "negra" não definia minha beleza ou meu valor. Comecei a me levantar, a reivindicar minha identidade negra com orgulho."Sim, sou negra! Sou negra e sou linda!" A repetição da palavra "negra" se transformou em um mantra de empoderamento. Eu não queria mais alisar meu cabelo ou disfarçar minha pele. Queria rir daqueles que tentavam me fazer sentir inferior.


"Negro é lindo! Negro é ritmo! Negro é vida!" Descobri que minha cor não era um defeito, mas uma característica que me tornava única.Agora, eu avanço segura, com a cabeça erguida. Agradeço aos céus pela minha pele preta e pela minha identidade. Já tenho a chave! A chave para entender que ser negra é ser linda, é ser forte, é ser resiliente.


NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRONEGRO NEGRO NEGRONEGRO


Negra soul, sim! Sou negra e sou linda!

 1 ADM (A) vespertino Maria Clara Portugal ,Luna e Gabriela



 Luana  tinha apenas sete anos, embora às vezes acreditasse que não tinha nem cinco. Em uma tarde ensolarada, enquanto brincava na rua com suas amigas, vozes estrondosas ecoaram ao seu redor. "Negra! Negra! Negra!", gritaram, e, por um momento, o mundo ao seu redor parou.Ela parou, confusa, e a pergunta ressoou em sua mente: "E sou negra?" A resposta veio como um sussurro, mas um sussurro forte: "Sim!" E assim, com uma mistura de inocência e dor, Luana começou a explorar o significado daquela palavra. "E o que é ser negra?", questionou a si mesma, sem saber que a resposta continha verdades profundas.


Aquelas vozes, que pareciam tão distantes de sua essência a fizeram sentir-se estranha. "Negra!" Elas repetiam como um mantra que a aprisionava. Olhou para seu cabelo crespo e seus lábios grossos e a tristeza se misturou ao seu ser. "Negra", pensou, enquanto retrocedia, como se tentasse se esconder da própria identidade.Com o passar dos dias, Luana se sentiu carregando o peso daquela palavra em suas costas, como se fosse uma mochila cheia de pedras. A palavra "negra" pesava, e ela buscava formas de se livrar desse fardo. Alisou o cabelo, passou pó no rosto, tentando se encaixar em um padrão que não era o seu. Mas, por dentro, a mesma palavra a consumia: "Negra! Negra! Negra!"


Um dia, enquanto caminhava sozinha,  sentiu que estava retrocedendo tanto que quase caiu. Era como se estivesse em um labirinto de dúvidas e inseguranças. Mas, naquele momento de fragilidade, algo dentro dela se acendeu. "Negra! Sim, sou negra!" A afirmação ecoou com força. "Negra! Negra! Negra! Sou negra, e isso é meu! Ela decidiu que não queria mais se esconder. "Alisar meu cabelo? Não quero!" exclamou. E, pela primeira vez, riu daquelas vozes que tentavam disfarçar suas dores, chamando-a de "gente de cor". "E que cor!", pensou, sentindo o ritmo pulsante de sua identidade. "Negra!" E que lindo soa! 


Com um novo fervor, Luana começou a dançar, deixando a música da sua alma ecoar. "NEGRONEGRONEGRO!" Ela gritava, celebrando cada parte de si mesma. "NEGRONEGRONEGRO!" A cidade se encheu de sua alegria e as vozes que antes a magoavam agora se tornaram parte da sua sinfonia de força.


Por fim, Luana compreendeu o verdadeiro poder daquela palavra. A aceitação de sua identidade a libertou. "Avanço segura", pensou, enquanto caminhava com confiança, sua alma vibrante irradiando amor. "Agradeço aos Céus pela minha pele preta e por todas as histórias que me moldaram."


E assim, Luana tornou-se um símbolo de resiliência, inspirando outros a abraçarem suas verdades. "Negra sou!" proclamava, e o mundo inteiro dançava ao seu redor, celebrando a beleza da diversidade. Porque, afinal, ser negra era sinônimo de força, amor e uma canção que nunca deixaria de tocar no coração de quem a escutasse.


Alunos:Jennifer Maria Eduarda e Kevin


domingo, 10 de novembro de 2024

 




"Creio que o meu chega chegará

noites e noites


Dúvidas e por quês

Serão clarificados

E o meu sofrimento domado".

Ao ouvir a belíssima música Clareou, dos compositores Claudio Rodrigo Leite Da Silva / Sergio Roberto Serafim, interpretada por Diogo Nogueira, me senti profundamente atravessada. Uma composição repleta de intertextualidades e ditados populares que nos levam a refletir sobre a arte de viver.

Davi no Salmo 30 escreveu: “O choro pode durar uma noite, mas a alegria virá no amanhecer.”


A escola do viver


Aprendo a viver

Na escola da vida

Que a cada dia 

Um novo conteúdo me apresenta

E nem me orienta

Como a prova vou resolver

dar conta

e encarar 

Não tem como colar ou trapacear

O problema é meu

Tenho que resolver

Aprender quem sou eu 

O que sinto nomear

E é por aí que os problemas começarão a clarear

O que sinto? Angústia!

Por quê? De quê?

Tento esclarecer.

Se vira! A vida duramente me responde!

Vai buscar recursos! Repertórios emocionais!

Aprenda a lidar com o chorar e o sorrir.

Como odeio essa professora chata!

Que não me dá logo a resposta.

Eu só quero saber por que ainda estou aqui 

neste vazio

no que não existe mais

Ela não me responde!

Só me diz que as antíteses vão me instruir

Sentido figurado é assunto da escola

E viver é assim

Artes 

Uma matéria que me liberta

Sou artista do viver

A vida é uma arte

A maior de todas as linguagens artísticas

É a arte de não me abater quando dela apanhar

E ainda dizer que não é tão ruim assim

È a arte de crer 

que mesmo que esta prova queira a minha fé abater

e o meu sorriso esmagar

Eu recorro a Deus para me ensinar

Ele é meu mestre

O Grande Artista

O meu e o nosso criador!


Autora:Nadiolan Lima

 


segunda-feira, 4 de novembro de 2024




 Finitude



Ao dirigir ,indo para o trabalho 

Pensei na finitude

Não da morte ou coisas concretas

No fim daquilo que acabou

E não notei 

E continuei

Busco ajuda aqui

Acolá

Ando para lá 

Para cá 

Tentando sair do lugar

Tentam me aconselhar

Ou julgar?

Ainda  aí  ?

Postergo

me sufoco 

 Jogaram uma corda para mim tirar

ouvi as instruções

 acordar 

Ignorei 

 não compreendi

O porquê daqui ainda estar 

E a corda ignorar

E a finitude ?

Quando chegará?

Alguém,por favor

vem me salvar

se eu não conseguir

sozinha me despertar .


Autora: Nadiolan Lima 




segunda-feira, 28 de outubro de 2024



 O florescer de uma casinha



Com uma casinha ,hoje, ela sonha.

Diferente do casarão que um dia quis.

No feed da imobiliária, toda hora olha

Até o dia que disser é esta daqui:

 Perto do rio , do verde 

com muitos pássaros a cantar

 que vão e que vem, que vem e que vão 

 Que também tenha uma pomar

 E debaixo da mangueira  possa cantarolar 

 E ver a chuva 

 O florescer

 E logo,logo a fruta amadurecer.


                                                     Autora: Nadiolan Lima


quinta-feira, 24 de outubro de 2024

 



Os sobreviventes



Não conseguiram sobreviver

Os corpos,frios já estão 

Não mais esquentam

Encontrados profundamente machucados 

De luto estou e preto não visto

Cor é gatilho e quero não lembrar

Não quero sofrer ,nem chorar

A morte da minha ilusão

do no nosso amor

Do que sonhei e idealizei

Abraçar e acolher os sobreviventes

O aprendizado

A experiência

E a saudade

Fazem parte agora 

do meu corpo

Eternamente


Autora:Nadiolan Lima 

 






O muro no fundo da casa



Casaram. Mas ela ainda não conhecia a casa que iriam morar .Quando chegaram da Lua de Mel, em seu novo lar, encantou-se com a fachada ,bem alta, 3 metros e revestida de porcelanato bege e uma cerca elétrica. As paredes laterais também eram na mesma simetria da parte frontal da casa. Porém, após percorrer, encantada, os lindos cômodos  e ir até à área de serviços, achou algo muito estranho no muro do fundos: Não tinha vizinhança ,o terreno da casa terminava em uma vista para um penhasco, pois a área construída era bem acidentada. O muro dos fundos tinha apenas 1 metro de altura de bloco de cimento sem reboco, nem pintura .Para completar a regularidade com os demais  muros , voltas de arames farpados com pequeníssimas  dimensões entre uma linha e outra. Perguntou para o marido por que o muro dos fundos era diferente. E de maneira irônica respondeu: a minha primeira mulher tentou pular a cerca e morreu.

Ela não sabia que ele era viúvo!


quarta-feira, 23 de outubro de 2024








 Sim ou não?


Ao ler o capítulo 8 do livro A liberdade é uma escolha,de Edith Eva Eger,deparei-me com o seguinte questionamento no título:Você gostaria de ser casada com você mesma? Uma pergunta que ,sinceramente, trouxe-me inquietações e dúvidas se eu me casaria comigo. Sim e não! Mas na cerimônia ou é SIM ou é NÃO.E então como chegar a uma decisão:casaria ou não casaria?Por quê? Vou elaborar justificativas para o SIM e para o NÃO para depois tomar uma decisão.

Casaria SIM comigo porque sou intensa quando me relaciono.  

 Sou leal.Responsável,amorosa,carinhosa,paciente,acolhedora,cuidadora,criativa,alegre,chorona,verdadeira,trabalhadeira,estudiosa,curiosa,vaidosa,pontual e parceira.

E por que NÂO para mim mesma no altar?

Porque tenho algumas sombras e pontos que preciso aprender a lidar e melhorar,mas não consigo.Sou controladora.Já que cuido de tudo ,tem que ser do meu jeito.Descobri isso há pouco tempo.Nem sabia que assim eu sou.Somos todas controladoras! Algumas mais sutis e nem percebem que são.Sou uma pessoa muito cruel comigo mesma!Fico o tempo todo me cobrando:ah você é muito isso é muito aquilo…Não se movimenta…não toma decisões…não sai do lugar…Poxa!Eu não reconheço o meu valor!Quero cuidar dos outros ,mas não me cuido.Não tenho compromisso com o meu autocuidado de cuidar da minha alimentação,da minha saúde física,mental e espiritual…Fico o tempo todo me auto-negligenciando e me auto sabotando.Então já sabe ,né?Vai ser o tempo todo me cobrando e brigando comigo mesma.E eu prometendo que vou mudar,me cuidar…Acho que vai ser um casamento bem desafiador.Vou optar pelo SIM.Caso, SIM! Pois, já me vejo nos movimentos de buscar ajuda para mudar estes padrões.Principalmente aprender a se amar e se cuidar.


  Atividade de  Escrita Criativa com os alunos do 1º ano do ensino médio. Texto inspirador:  Me gritaram Negra  CETEP Piemonte da Diamantina...